Blog do Boleiro

Paulinho chega antes para driblar fuso e oferece experiência à seleção
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Luciano Borges

O volante Paulinho já está em São Paulo. Para se adaptar às 12 horas de diferença de fuso horário entre China e Brasil. Além disso, ele vai começar a treinar para manter a forma até se apresentar à seleção brasileira no domingo à noite, quando a delegação embarca para Quito. Para isso, o jogador do Guangzhou Evergrande contou com a liberação do técnico Luiz Felipe Scolari.

Em conversa com o Blog do Boleiro, Paulinho garantiu que não conversou com o técnico do selecionado, Tite, até agora. Mas concordou com o treinador que disse ter convocado o ex-corintiano pela experiência.
Blog do Boleiro – O que você achou desta volta?
Paulinho –  Bom, fiquei muito feliz de estar retornando à seleção. E de poder fazer o trabalho que estou fazendo no Guangzhou Evergrande.

Como você está tecnica e fisicamente?
Estou muito bem em ambos aspectos. Até mesmo porque sempre faço meus trabalhos preventivos e etc. Estou esperando para hoje (quarta-feira) chegar o circuito de treinamento do preparador físico para eu começar a treinar até domingo.

O Tite falou com você antes ou depois da convocação?
Não. Não falou.

Na coletiva da convocação, ele disse que você traz – além do futebol – a experiência de quem já encarou situações difíceis. Como você pode colaborar?
Bom, passei por diversas situações,e isso com certeza me deu uma experiência sim. Hoje, com 28 anos, realmente tenho uma certa experiência no futebol. Algumas situações, eu já enfrentei. Além disso posso contribuir com o futebol, como o professor mesmo colocou.

Vocês terão pela frente o Equador, em Quito e a Colômbia em Manaus. O time precisa ganhar pontos. Vai ser dureza.
Sim, sim  Serão dois jogos extremamente importantes. Todos nós sabemos disso. Mas acho que é preciso ter confiança para podermos fazer dois grandes jogos.

No Ghangzhou você atua mais solto do meio pra frente?
Não, não. Faço a minha função.  Em um jogo ou outro, no segundo tempo, o professor Felipão me adiantou. Mas foi só.

Então vamos de segundo volante na seleção?
Sim, sim  Como sempre foi nos clubes em que eu atuei.


Ronaldo presta solidariedade às vítimas do terremoto na Itália
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Luciano Borges

Reprodução da mensagem de Ronaldo em solidariedade às vítimas de terremoto na Itália

Reprodução da mensagem de Ronaldo em solidariedade às vítimas de terremoto na Itália

“Foi na Itália que eu realizei parte dos meus sonhos. Tenho um sentimento muito especial por esta nação, onde sempre fui acolhido com grande afeto. Hoje me solidarizo com todas as vítimas do terremoto. Desejo enviar o meu sincero afeto e calor a todas as famílias atingidas. Deus os abençoe. Força Itália''.

Esta foi a mensagem de solidariedade que Ronaldo, o Fenômeno, colocou no perfil que mantém no Instagram, para as vítimas do terremoto que atingiu o centro da Itália na madrugada desta quarta-feira, causando a morte de mais de 100 pessoas.

Ronaldo jogou na Internazionale e no Milan em duas passagens pela Itália.


Wellington está voltando depois de desventuras em série: “Quero estar 100%”
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Luciano Borges

As marcas nos joelhos de Wellington Foto: Blog do Boleiro

As marcas nos joelhos de Wellington Foto: Blog do Boleiro

Olhar os joelhos de Wellington impressiona. Ele tem 10 marcas no esquerdo e cinco no direito. São cicatrizes e “janelas”, expressão usada para as marcas das artroscopias. Aos 25 anos, o volante do São Paulo está completando mais um capítulo de uma série de desventuras que o impediram de jogar normalmente desde 2010.

Nesta semana, Wellington começou os trabalhos físicos. Vai aos poucos ser incorporado ao elenco tricolor. A estimativa de volta: mais um mês.

As cicatrizes foram causadas por cirurgias para corrigir lesões graves nos cruzados dos joelhos. A primeira vez foi em 2010 e atingiu o esquerdo. Wellington estava treinando pela seleção brasileira Sub-20.  Ficou seis meses sem jogar.

Em 2012, quando era titular do São Paulo, sofreu um entorse no joelho e ficou sete meses de recuperação.

A terceira foi mais recente. Wellington sofre a lesão durante um treinamento no São Paulo, em abril deste ano. Ele está se recuperando da segunda operação, agora no joelho direito.

E no meio de tudo, no dia 9 de novembro do ano passado, Wellington e Nilton, companheiro no Internacional de Porto Alegre, foram suspensos por testes positivos de doping. Os dois jogadores foram suspensos por cinco meses por uso de hidroclorotiazida e clorotiazida, substâncias diuréticas que são usadas para disfarçar traços de esteróides.

“Não tive culpa. Foi injustiça. Foi pesado”, disse.

Neste período, ele não ganhou o apoio do Internacional, onde estava jogando emprestado. Depois de suspenso, ele não pode também treinar no São Paulo. Contratou um preparador físico. Treinou em praças. Correu no Parque Villa Lobos, na zona oeste de São Paulo, fez musculação em academias. Fez o que pode até  voltar.

Voltou e se lesionou outra vez.

Tantas adversidades poderiam quebrar o ânimo do jogador que era frequente em convocações de seleções brasileiras de base.

Mas não.

“Aprendi que isso passa. Vou degrau por degrau. É um peso gigante para qualquer atleta. Quero ficar bem,  me recuperar para arrebentar quando tiver a oportunidade”, disse.

Wellington acha que a cabeça dele mudou nos últimos quatro anos de vicissitudes: “Tudo tem seu tempo. Agora que ficar 100 por cento. Depois vou voltar. Sei que hoje, o São Paulo tem quatro a cinco volantes na minha frente, mas quero brigar de igual para igual”.

Casado, pai do Lucas Gabriel de apenas dois anos, o volante conta que, às vezes, tem vontade de exagerar nas brincadeiras com o filho, mas precisa se conter. “Não posso me machucar”, falou.

Ele sente saudade de disputar um jogo competitivo. “Eu me entrego muito. Às vezes, sonho acordado que estou jogando”.

Agora, sob o comando de Ricardo Gomes, ele volta pensando em ser titular. Em 2009 não chegou a atuar como titular quando Gomes passou pelo São Paulo. Mas treinou com ele e já conversou sobre o retorno.

“Posso voltar melhor do que antes”, disse.

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Giuliano sabe como atraiu o interesse de Tite: boas atuações no Grêmio
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Luciano Borges

O meia Giuliano, do Zenit da Rússia, sabe porque foi convocado pelo técnico Tite para servir à seleção brasileira nos jogos contra Equador (01/09) e Colômbia (06/09). “Certamente foi o trabalho que eu fiz no Grêmio juntamente com os ex-companheiros de clube. Não fosse por eles, não seria possível ter boas atuações me destacando'', disse em áudio distribuído pela assessoria de imprensa pessoal.

O jogador curitibano de 26 anos retorna ao selecionado depois de quatro anos. Em 2012 foi chamado para amistosos, quando ainda jogava pelo Dnipro Dnipropetrovsk, da Ucrânia.

A reação dele ao saber que foi convocado parecia a de um garoto chamado pela primeira vez. “Hoje foi um dia de muita alegria para mim. Receber a notícia da convocação realmente encheu meu coração de alegria, de orgulho, por representar meu país. Foram quatro anos de trabalho duro, de sempre sonhar com esta volta'', afirmou.

Ele quer ser chamado mais vezes pelo técnico Tite. “Espero poder ter a chance de ajudar da melhor maneira'', falou.

E sabe a chave para que este grupo novo continue. “Bons resultados darão confiança ainda maior para o Tite e para nós jogadores. Temos muitas caras novas que querem estar lá'', afirmou


Parreira elogia primeira lista de Tite: “Começa a surgir uma nova seleção”
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Luciano Borges

O ex-treinador da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira foi cauteloso, mas elogiou a primeira lista de convocados de Tite para os jogos do Brasil diante de Colômbia e Equador, pelas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo. “Gostei, em princípio. E como é início de trabalho, temos que dar todo o crédito. Não temos direito de criticar'', disse ao Blog do Boleiro.

Parreira, 73, lembrou que Tite observou vários jogadores e manteve uma base com a convocação de sete atletas da equipe que venceu o torneio de futebol na Olimpíada do Rio (Wewerton, Rodrigo Caio, Marquinhos, Renato Augusto,  Gabriel Jesus, Gabriel Gabigol e Neymar). E decretou: “Começa a surgir uma nova seleção''.

Durante os Jogos Olímpicos, Carlos Alberto Parreira – campeão do mundo em 1994, nos Estados Unidos – fez parte de um grupo de estudos técnicos montado pela Fifa para analisar como foram os times do torneio de futebol. “Cada um de nós recebeu um laptop com um aplicativo em que a gente preenchia uma série de itens: esquemas táticos, bola parada, sistema defensivo, ofensivo etc'', explicou o brasileiro que trabalhou ao lado de cinco outros profissionais divididos nas modalidades feminina e masculino.

Uma constatação: “Não detectamos nenhuma novidade, uma tendência, em termos táticos.  Os esquemas são os mesmos. O que vi foram equipes jogando cada vez mais como equipes. A individualidade é boa, mas hoje é preciso a participação de todos na marcação e na hora de jogar'', falou. 

O esquema adotado pelo treinador do Brasil, Rogério Micale, utilizando atacantes como Luan, Gabriel, Gabriel Jesus e Neymar, obedeceu esta tendência de futebol de equipe. “O Micale se manteve na filosofia dele. Ele fez como aconteceu comigo em 2006 (Copa do Mundo da Alemanha): tinha Kaká, Ronaldinho, Ronaldo e Adriano. Usei todos. Em 70 (México), o Zagallo aproveitou todos os craques com Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivellino mais à frente'', afirmou.

Se esta tendência vai continuar com Tite, Carlos Alberto Parreira não sabe. O ex-treinador não quis comentar os nomes dos jogadores da lista. E avisou: “Não vou discutir nomes. O Tite convocou e merece crédito. Se os atletas e o time vai corresponder ou não, os resultados vão dizer'', falou.


CBF não chamou Prass para o Maracanã; pai se emociona com Gabriel Jesus
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Luciano Borges

Arthur Prassa mostra a camisa da seleção olímpica que o filho Fernando Prass cedeu para orestaurante

Arthur Prass mostra a camisa da seleção olímpica que o filho Fernando Prass cedeu para orestaurante

“Foi de arrepiar, de arrepiar''. Foi assim que Arthur Prass, pai do goleiro Fernando Prass explicou ao ver Gabriel Jesus homenagear o filho depois da conquista da medalha de ouro no Estádio do Maracanã, neste sábado. Ele viu a partida pela televisão instalada no restaurante Big Bamboo, na praia da Guarda do Embaú, em Santa Catarina.

Arthur é dono do local que tem várias camisetas e fotos de Fernando Prass espalhados na decoração. Uma delas é a camisa da seleção olímpica, versão branca, diferente da que Jesus vestiu no Maracanã que era verde. Afinal, o goleiro palmeirense participou da preparação para os Jogos Olímpicos do Rio. Foi cortado porque fraturou o cotovelo direito e passou por cirurgia. Vai ficar em recuperação até o final da temporada.

“Foi lindo. Não estava imaginando esta homenagem. O Gabriel é do clube, mas os outros não. Mas eu poderia estar mais feliz ainda se visse meu filho jogando'', disse ao Blog do Boleiro.

Prass acompanhou a decisão do torneio de futebol em sua casa perto de São Paulo. Não foi ao Maracanã nem acompanhou o time de perto. Em parte porque não foi chamado pela CBF e também não quis atrapalhar.


Ginastas da Bielorrússia mostram más condições na Vila e agora temem vaias
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Luciano Borges

Nesta sexta-feira, duas ginastas da Bielorrússia – Ekaterina Galkina e Melitina Staniouta – estrearam na ginástica rítmica e se classificaram entre as oito que vão para a final individual. As duas atletas entraram na Arena Olímpica com medo de vaias. Nos últimos dias, elas viraram o centro de um bate boca com brasileiros.

Tudo começou no último domingo, quando Ekaterina publicou uma foto no perfil do Instagran, mostrando o hall do andar onde está hospedada na Vila dos Atletas: fios soltos e pedaços de gesso do acabamento do teto jogados no chão.

O texto ao lado dizia “Assim vivemos”, seguido de três ícones com um macaco tapando os olhos com a mão.

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Pronto. A reação dos brasileiros foi rápida, entre pedidos de desculpas e ofensas incluindo um convite para que a atleta deixe o Brasil.

Depois, Galkina e outra compatriota, Melitina Staniouta (favorita a uma medalha no individual) postaram um vídeo nesta quarta-feira, onde mostram o efeito de uma ventania no local de treinos no Rio.

Os dois posts e a foto despertaram o fantasma que as bielorussas passaram a temer: vaias. Em um grupo no Facebook especializado em GR, um integrante conta que os internautas brasileiros ameaçaram vaiar as ginastas por causa da foto e do vídeo.

O texto em inglês diz: “Galkina e Melitina postaram fotos no Instagram mostrando problemas no ginásio de treino para a ginástica (vendo, teto baixo). Vários brasileiros escreveram comentários ofensivos e disseram que vão vaiá-las durante as rotinas”.

Foi o suficiente para começar o debate entre ginastas do comunidade internacional criticando a postura da torcida no Rio de Janeiro que andou vaiando no atletismo, na ginástica artística e no tênis de mesa.

Nestes comentários, as duas ginastas da Bielorussia mostraram também temor sobre a temperatura da Arena, considerada muito baixa.

Mas, nesta sexta-feira, as duas competidoras da Bielorrússia não foram importunadas pela plateia que, aliás, aplaudiu bastante todas as competidoras.

Vaia mesmo só para uma nota dos juízes para uma rotina de Natalia Gaudio: 16.216 na terceira rotação.

Ekaterina Galkina em foto no Instagram

Ekaterina Galkina em foto no Instagram

Melitina Satniouta, foto do Facebook

Melitina Satniouta, foto do Facebook


Jogadores da base do Grêmio dão jeito na seleção e podem render R$100 mi
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Luciano Borges

Desde que o volante Wallace e o atacante Luan foram efetivados na seleção brasileira olímpica a partir da vitória sobre a Dinamarca. Desde então, o time dirigindo por Rogério Micale ganhou estabilidade e passou a fazer o que faltou nos empates com África do Sul e Iraque: gols.

Agora, na véspera da decisão da medalha de ouro diante da Alemanha, os dois garotos estão estabelecidos e devem ganhar oportunidade na seleção adulta de Tite. E deixam os dirigentes do Grêmio com a expectativa de ter dois jovens atletas mais valorizados ainda.

Juntos, eles valem no papel, algo em torno de R$ 110 milhões.

Luan, 23 anos, tem multa contratual estabelecida em R$ 100 milhões. “Se o Gabriel Jesus foi negociado por 32 milhões de euros e o Gabriel Gabigol já está contado em 30 milhões de euros, o Luan não pode ser negociado por mesmo'', afirmou o vice presidente de futebol Alberto Guerra.

Wallace, 21, está cotado em R$ 10 milhões. Mas há a expectativa de que passe a custar mais.

Segundo Guerra, o clube ainda não recebeu proposta ou contato de clubes interessados em Luan. Mas admitiu que o Español, de Barcelona, fez uma oferta por Wallace. A resposta gremista foi “não''. 

“Esta oferta foi rechaçada. O que eles tinham era um valor muito baixo. Para sair daqui, o clube interessado terá que fazer um proposta irrecusável. Caso contrário, queremos que ele fique pelo menos até o final do ano'', disse Guerra ao Blog do Boleiro.

O jornal Sport, da Espanha, já noticiou que o Barcelona monitora Luan. O Grêmio desmente.

Nesta Olimpíada, a defesa do Brasil ainda não sofreu um gols sequer. A entrada de Wallace deu mais liberdade para Renato Augusto sair na armação. Luan passou a alimentar os “Gabriêis'' do ataque e ainda alivia o peso da marcação em Neymar.

Já Luan, além de assistências, ele marcou um gol em cada partida onde atuou como titular contra Dinamarca (4 a 0), Colômbia (2 a 0) e Honduras (6 a 0).

Ambos gremistas passaram pelo Projeto “Lapidar'', criado pelo então diretor de futebol executivo Rui Costa, para detectar jogadores com potencial e trabalhar nos fundamentos específicos. A ideia é aperfeiçoar cada jovem, detectando o estádio de desenvolvimento em que o jogador se encontra. Uma equipe registra cada ação dos novos atletas em vídeos e fotos, que são estudados e repassados aos meninos.

O Grêmio tem outras jóias para expôr: Everton, Pedro Rocha, Guilherme, Erik e Tilica são alguns atletas forjados na base.

Wallace chegou ao clube em 2013, quando tinha 18 anos. Veio numa troca com o Avaí, que cedeu o volante e trouxe o meia Marquinhos.

Luan também não nasceu no Olímpico. Ele passou por equipes do  interior de São Paulo (América, Catanduvense e Tanabi) até chegar com 19 anos no Grêmio. Aturaram na base e no “time de transição'' antes de serem promovidos.

““A insistência neste processo muda o perfil e a característica do jogador para melhor. Gradativamente, a evolução tática, técnica e comportamental são facilmente vistas. Esse processo começou lá atrás e hoje o Grêmio continua o exercendo com brilhantismo”, afirmou Rui Costa.  

Beto Guerra lembra que, como homem do futebol, acha que estes “diamantes lapidados'' não estão à venda. “Entendo que para o clube e até para o presidente (Romildo Bolzan Jr.) exista a necessidade de vender atletas para fortalecer o caixa, mas eu quero qualificar o time. Queremos o título brasileiro deste ano.'', falou.

O dirigente ressalta que esta vontade de ver o trabalho da base funcionar em campo e trazer títulos não fazem com que o Grêmio torça contra a ascensão dos jovens na seleção brasileira. “É bom. Torcemos por eles. A gente quer o melhor para os dois. Mas o Grêmio não está colocando dos dois à venda'', garantiu.

Pelo menos até dezembro.

 

 


Hyoran, que o Palmeiras deseja, explica origem do nome: homenagem a Cruyff
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Luciano Borges

Selfie que Hyoran tirou com o pai REnato para o Blog do Boleiro

Selfie que Hyoran tirou com o pai REnato para o Blog do Boleiro

Não é “iurãn'' nem “riurãn''. O jogador que, segundo o presidente da Chapecoense – Sandro Pallaoro -, está na mira do Palmeiras tem um nome de grafia complicada, mas que remete a um craque holandês que morreu neste ano: Hyoran foi como o cartório de Chapecó (PR) grafou a homenagem que o pai do meia de 23 anos quis fazer a Johann Cruyff.

“Meu pai, Renato, quis me dar um nome diferente e decidiu dar o nome do Cruyff. Aí saiu assim. Mas é para me chamar de “Iorrãn'' como o holandês'', explicou o jogador ao Blog do Boleiro no final de tarde desta quarta-feira.

O militar aposentado Renato fez mais do que escolher o nome. Ele incentivou o filho mais velho da família a jogar futebol. “Ele tinha este sonho e desde criança ele me dava o incentivo'', contou Hyoran.

Hoje, ele é um segundo treinador para o primogênito. “Ele está sempre vendo os jogos da Chapecoense, às veze no estádio e às vezes em casa porque não gosta muito da muvuca. Mas está sempre cobrando que eu deveria ter jogado assim ou de outro jeito'', disse o filho.

Hyoran vem sendo titular há seis partidas. Estreou contra o Altético Paranaense, na Copa do Brasil, e seguiu como tiitular nos últimos cinco jogo. Contra o Palmeiras, sua atuação atraiu o olhar do técnico Cuca.

Na Chapecoense dirigida por Caio Jr., ele atua no meio, entre as linhas do avdersário, onde pode fazer o que gosta. “Gosto de atuar ali na zona morta com possibilidade da assistência, do drible e da finalização. Sempore que posso, chuto ao gol'', explicou.

Nesta terça-feira, ele passou a ler notícias do interesse dos palmeirenses e também de outros clubes. Conversou com o empresário Fábio Baitler que confirmou apenas contatos inciais de alguns interessados. “Ele disse que não há nada de concreto e que vai conversar com a diretoria da Chapecoense para saber o que está acontecendo de verdade'', disse.

O meia tem contrato até agosto do ano que vem, com um pré acordo de renovação.

Mas ele faz questão de avisar que as informações não vão tirar o foco dele: “Estou deixando na mão do empresário. Saber deste interesse me dá mais segurança para jogar porque mostra que estou no caminho certo. Mas tenho os pés no chão. Tenho que continuar a fazer um bom trabalho'', afirmou.

Casado há um ano com Andressa, Hyoran está sempre perto da família. “Moro ao lado'', disse. Assim convive também com os irmãos que, como ele, têm nomes sui generis e com desvio do cartório. “O meu irmão do meio, que já trabalha, é o Braian. Meu pai gostou do filme 'O Resgate do Soldado Ryan' (de Stephen Spielberg) e colocou o “bê'' na frente'', falou. A troca do “y'' pelo “ai'' foi por conta do escrivão.

E o caçula da família, que é estudante, ganhou nome bíblico: Natan Calebe.

 


Vadão manda esquecer goleada e mostra vídeo de vitória da Suécia sobre EUA
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Luciano Borges

Na primeira fase do torneio de futebol feminino nos Jogos Olímpícos do Rio, a seleção brasileira goleou a Suécia por 5 a 1. Nesta terça-feira, os dois times vão se enfrentar pelas quartas de final. Moleza para o Brasil? A comissão técnica e jogadoras esperam um adversário muito difícil pela frente.

O técnico Vadão já vem trabalhando a equipe para lembrar que, na goleada, o Brasil jogou com cem por cento de eficácia e a Suécia atuou mal. Nos dois últimos dias, ele pediu um vídeo mostrando com as suecas eliminaram os Estados Unidos nas oitavas de final: marcação forte do meio para trás e saída de bola com rapidez. “É outra Suécia que vamos enfrentar'', tem dito às atletas.

O Brasil está preparando suas armas. Cristiane treino na manhã desta segunda-feira. “Fiz fisio e mais fisio. Acredito que volto sim'', disse a atacante que é a maior artilheira do futebol feminino em Jogos Olímpicos.

Além dela, a equipe de Vadão mostrou contra a Austrália que tem preparo físico e fôlego para aguentar um ritmo forte com prorrogação incluída. O preparador físico Fábio Guerreiro, 31, ganhou elogios do coordenador do futebol feminino, Marco Aurélio Cunha: “As meninas adoram ele. É um cara atualizado, que trabalha muito bem. Ele campeão paulista com o Ituano do técnico Doriva'', disse.

Além disso, um ano e meio de seleção permanente que trabalhou junta boa parte deste tempo ajuda a fazer do Brasil uma equipe que não dá chutão, sai jogando e tem várias jogadas ensaiadas.

A única dúvida ainda é a lateral Fabiana, que sofreu uma torção no tornozelo e está em tratamento.